quarta-feira, 23 de novembro de 2011


GOVERNO DO ESTADO DO MARANHÃO

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

SECRETARIA ADJUNTA DE COORDENAÇÃO DAS UNIDADES REGIONAIS

UNIDADE REGIONAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO LUÍS

CE MARIA MÔNICA VALE


FOI REALIZADO EM 2011

A OFICINA DE ELABORAÇÃO DE ITENS

Adaptado pelo

Prof. Pedro Fonsêca Marinho



PARA ENTENDERMOS MELHOR SOBRE A TRI


TRI: a teoria por trás do novo Enem

TRI. A pequena sigla se tornou popular nas falas, artigos e reportagens sobre o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Ao contrário do que os desavisados podem pensar, ela nada tem a ver com o número três. Significa Teoria da Resposta ao Item. É a metodologia que dá suporte à elaboração e correção do novo modelo de provas do Enem desde o ano passado.


Criada na década de 1950 nos Estados Unidos, a TRI envolve psicologia, estatística e informática. Os especialistas enumeram vantagens na sua utilização para elaboração de exames como o Enem: provas aplicadas em momentos diferentes podem ser comparadas, o conhecimento de cada aluno é avaliado de forma mais precisa e não há necessidade de aplicar as provas no mesmo dia para milhares de candidatos.

Essas mudanças em relação ao jeito clássico das avaliações – soma de acertos – são possíveis graças ao foco da teoria: o item. Quem elabora as questões precisa se preocupar em medir níveis de conhecimentos diferentes pelas perguntas. Em uma mesma prova, é importante que elas variem: sejam fáceis, medianas e difíceis. Além disso, esses itens têm de conseguir separar quem sabe o conteúdo de quem tenta acertar no chute.

“Há três parâmetros importantes considerados em cada item: o grau de dificuldade, a discriminação do item e o acerto casual”, afirma Dalton Francisco de Andrade, professor titular do Departamento de Informática e Estatística da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). “O modelo logístico da TRI calcula a probabilidade de um candidato acertar aquele item a partir do conhecimento que possui (dificuldade) e o conhecimento mínimo necessário para responder a questão (discriminação), e avalia o padrão de respostas do aluno na prova, para ter certeza de que ele não está acertando ao acaso”, define.

Para saber se os itens cumprem os requisitos, é preciso testá-los. Depois dos pré-testes, as questões podem ser eliminadas, reformuladas ou incorporadas a um banco de itens, que deve ser constantemente atualizado. A proposta do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) é construir um banco com milhares de itens. “Com isso, poderíamos fazer inúmeras provas distintas”, explica o presidente do Inep, Joaquim José Soares Neto.

As questões do Enem fazem parte do Banco Nacional de Itens, que reúne também outras avaliações aplicadas pelo Inep, como a Prova Brasil e o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja). Empresas são contratadas para criar os itens e aplicá-los em testes para estudantes de todo o País, que não sabem que estão “experimentando” perguntas de exames. Só este ano, o Inep contratou a aplicação de 100 mil provas. O Inep não divulga os detalhes desses processos.

Neto ressalta que a qualidade das provas, ao longo dos anos, pode variar. O que não muda, ele garante, é a capacidade de comparabilidade das avaliações por conta dos parâmetros adotados na seleção das questões. O objetivo é que o banco seja formado por itens cada vez melhor elaborados. Por isso, avaliadores do Inep estão passando por treinamentos com o professor Andrade, um dos maiores especialistas do País no tema.

“Quanto melhor o instrumento, mais precisa a medida. Quanto mais as pessoas forem aprendendo a teoria, melhor será o instrumento”, diz Andrade. No Brasil, a TRI começou a ser utilizada em avaliações em 1995. Naquele ano, ela foi incorporada ao Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (SAEB), instrumento que avalia a capacidade de leitura e escrita das crianças brasileiras.

Mudanças futuras

A informática foi fundamental para que os especialistas em TRI conseguissem colocar em prática as potencialidades teóricas da metodologia. Hoje, sistemas de computador sofisticados são utilizados para armazenar, classificar e elaborar os testes. A teoria permite, inclusive, que as provas elaboradas com base na TRI se tornem individualizadas, quando adaptadas para computador. É o caso da certificação de proficiência em inglês TOEFL. E esse é o futuro do Enem.

Neto lembra que os objetivos da mudança no modelo do Enem eram tornar os testes mais qualificados, comparáveis ao longo do tempo e, aos poucos, deixar de provocar a operação gigantesca atual. Mais de 4 milhões de estudantes têm de fazer o exame no mesmo dia, o que envolve milhares de pessoas trabalhando na aplicação e segurança dos testes e na correção dos mesmos. Avaliar a qualidade do ensino médio ainda não está nos planos. “O Enem é um exame voluntário e temos de tomar cuidado com isso”, destaca.

O Inep já estuda como adaptar o Enem para testes computacionais. Desse modo, a avaliação se adaptaria ao nível de conhecimento dos estudantes. A cada acerto de um item fácil, o estudante receberia o próximo com um nível de dificuldade um pouco maior ou, em caso de erro, um mais fácil. Para isso, o sistema precisa de um variado e numeroso banco de itens. “Esse é o futuro. É o jeito mais adequado”, afirma Rubem Klein, pós-doutor em estatística.

Críticas

Para os especialistas, o que falta agora é entender o que significam as notas do Enem. Por enquanto, professores e estudantes não conseguem compreender, a partir das médias, se os conceitos que alcançaram são bons ou ruins. Andrade explica que, em toda avaliação que utiliza a TRI, é preciso criar uma escala de medida, como em um termômetro. “A decisão é arbitrária mesmo, no sentido de que a gente precisa definir um ponto de partida. A partir daí, vamos fazendo as comparações”, diz.

Em 2009, o Inep definiu que o ponto de partida seria a nota 500. Essa foi a média obtida pelos concluintes que realizaram as provas objetivas. Mas não é possível saber se essa pontuação traduz que os estudantes demonstraram pouco ou muito conhecimento. “Agora, uma equipe de especialistas precisa analisar o nível dos itens acertados e errados e ponderar as notas. O Inep ainda está devendo isso”, ressalta Klein, que é consultor da Cesgranrio.

Segundo Andrade, assim como os alunos, os itens que fazem parte do arquivo do Enem ganham notas. Elas representam o quanto de conhecimento a questão exige do candidato para respondê-la. “Por isso podemos comparar provas diferentes e interpretá-las. Realmente, essa é uma demanda ainda não atendida pelo Inep”, diz. O presidente do instituto diz que o órgão está trabalhando nessa interpretação, que é prioridade. Em breve, ela será divulgada.


Priscilla Borges, iG Brasília |

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

MENSAGEM DA SEMANA!!!

A sua irritação não solucionará problema algum...
As suas contrariedades não alteram a natureza das coisas...
Os seus desapontamentos não fazem o trabalho que só o tempo conseguirá realizar.
O seu mau humor não modifica a vida...
A sua dor não impedirá que o sol brilhe amanhã sobre os bons e os maus...
A sua tristeza não iluminará os caminhos...
O seu desânimo não edificará ninguém...
As suas lágrimas não substituem o suor que você deve verter em benefício da sua própria felicidade...
As suas reclamações, ainda mesmo afetivas, jamais acrescentarão nos outros um só grama de simpatia por você...
Não estrague o seu dia.
Aprenda a sabedoria divina,
A desculpar infinitamente, construindo e reconstruindo sempre...
Para o infinito bem!

Chico Xavier

HORTA ESCOLAR

IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO
a) Nome do projeto: Projeto Horta Escolar.
b) Período de realização: Agosto a Dezembro de 2011
c) Identificação da Escola: CE “Mª Mônica Vale
d) Participantes: alunos da 1ª e 2ª séries do Ensino Médio e os professores Celso de Jesus, Mª do Carmo Vasquez, Roseana Garbino e Simone Pezzino.
e) Produto final: produção de hortaliças e vegetais da horta.

2 HISTÓRICO E JUSTIFICATIVA

Os seres vivos realizam funções através das quais garantem sua sobrevivência. Para realização dessas funções, entretanto precisam de substâncias inorgânicas e orgânicas que permitiram a estruturação e fornecerão energia para a realização do trabalho do organismo.

Percebe-se que a realidade dos alunos não favorece uma ingestão apropriada de alimentos, ou em função de problemas econômicos ou em função da desorientação quanto à importância da ingestão de vegetais variados fornecedores de elementos importantes para formação e estruturação do organismo.

As séries selecionadas trabalham, na disciplina Biologia Mª do Carmo e Simone), elementos curriculares que permitem a compreensão da importância desses elementos para o organismo, bem como função desses elementos químicos, fontes vegetais e taxa necessária, entre outras, bem como trabalham com as partes de um vegetal, incluindo sua germinação, características e necessidades ambientais para crescimento apropriado, partes que podem ser ingeridas e como podem ser ingeridas, além da utilização apropriada desse vegetal, mesmo de partes que são facilmente descartáveis. A produção de uma horta torna essa compreensão mais interativa, lúdica e prática.

A disciplina Química (Roseana) será utilizada para compreensão da clara distinção entre a classificação desses elementos químicos, suas funções e funcionabilidade para o organismo.

A partir da compreensão da importância desses conteúdos anteriormente citados serão produzidas cartilhas elucidativas que orientarão sobre hábitos alimentares saudáveis e receitas simples para facilitar a ingestão desses vegetais, tarefa que será monitorada pelo professor de Língua Portuguesa (Celso).

3 OBJETIVOS

a) Geral:

Criação de uma horta para facilitar a compreensão de conteúdos curriculares, além de fornecer produtos para consumo dos alunos.

b) Específicos:

  • Estimar a seriedade do trabalho e cultura do homem do campo;
  • Identificar técnicas de manuseio do solo e manuseio sadio dos vegetais;
  • Conhecer técnicas de cultura orgânica;
  • Estabelecer relações entre o valor nutritivo dos alimentos cultivados;
  • Compreender a relação entre solo, água e nutrientes;
  • Identificar processos de semeadura, adubação e colheita;
  • Conhecer pela degustação os diferentes alimentos cultivados bem como nomeá-los corretamente;
  • Cooperar em projetos coletivos, como produção de alimentação alternativa obtida a partir de porções normalmente descartadas dos vegetais;
  • Análise e reflexão sobre prejuízos dos desperdícios alimentares, bem como produção de cartilhas explicativas sobre importância dos componentes minerais e orgânicos, bem como utilização apropriada de alimentos com partes alternativas dos vegetais.
  • Compreender a importância de uma alimentação equilibrada para a saúde;

4 CONTEÚDOS CURRICULARES

a) Biologia

· Bioquímica

· Fisiologia humana

· Noções básicas de Botânica

b) Química

· Noções básicas de nutrientes minerais

· Noções básicas de componentes orgânicos

c) Língua Portuguesa

· Ortografia

· Pontuação e Acentuação

· Redação de texto científico

5 RECURSOS MATERIAIS

Os materiais básicos definidos para um manejo adequado são:

§ Ancinho – utilizado para nivelar o terreno e retirada do mato capinado

§ Colher de Jardineiro – utilizado em operações de transplante de plantas

§ Enxada – usada para misturar adubos, terra e nas capinações.

§ Garfo – coleta de mato e folhagem

§ Regadores de diferentes tamanhos permitindo manuseio das crianças

§ Sacho – para aforamento da terra a capina entre linhas de plantas.

6 DESENVOLVIMENTO METODOLÓGICO

Semeadura ou Plantio

1) Sementeira A sementeira pode ser de material reutilizável. Como regra, a profundidade das sementes das hortaliças a serem semeadas dependerá do tamanho da semente. A sementeira deve ser previamente umedecida e ser mentida úmida com regas pela manhã e tarde.

2) Transplante O transplante é feito após as mudas apresentarem 4 a 6 folhas. Observar que a sementeira deverá ser molhada para a retirada das mudas.

Seleção de Hortaliças para Plantio

Classificação segundo o consumo (alguns exemplos):

a) Hortaliças Folhas – alface, couve;

b) Hortaliças Frutos – tomate, quiabo;

c) Hortaliças Raízes – cenoura, beterraba;

d) Hortaliças Condimentos – cebolinha, salsa, coentro.

Manejo da Horta

Serão levadas a efeito no manejo da horta:

ü Irrigar diariamente observado o melhor horário para sua efetivação;

ü Retirar plantas invasoras;

ü Afofar a terra próxima ás mudas;

ü Completar nível de terra em plantas descobertas;

ü Observar fitossanidade da horta (insetos e pragas, fungos, bactérias e vírus);

Colheita e Higienização

A colheita será feita obedecendo ao período de maturação das hortaliças. Será realizada a higienização com auxílio das merendeiras.

Consumo

A colheita após higienização será servida como parte da merenda escolar reforçando a alimentação das crianças e proporcionando maior variedade nas opções presentes.

7 CRONOGRAMA

Agosto

Setembro

Outubro

Novembro

Dezembro

Sensibilização

X

Construção dos canteiros

X

X

Semeadura

X

Manutenção

X

X

X

X

Coleta

X

X

Higienização

X

8 AVALIAÇÃO

A avaliação será contínua, através do acompanhamento permanente, do desenvolvimento do projeto, onde serão observados os seguintes pontos: participação nas discussões orais e na construção, semeadura, cultivo, manutenção dos canteiros, pesquisa, produção de texto, cartilha, habilidade para o plantio, irrigação e coleta, bem como a higienização e utilização desses vegetais em receitas alternativas.

PROJETO - HORTA ESCOLAR ESCOLA MÔNICA VALE - 2011